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Locais a Visitar / Igreja da Stª. Rita da Mão Poderosa

Sta Rita
A primeira pedra desta igreja foi lançada em 1749, na Quinta da Mão Poderosa, lugar da Formiga, freguesia de S. Lourenço de Asmes (Ermesinde). Data dos princípios do Século XVIII a primeira referência a esta quinta, pertence de Francisco da Silva Guimarães, negociante do Porto. Em 1745, este negociante e sua esposa, fazem uma doação desta propriedade aos Ermitas Descalços de Santo Agostinho, na condição de aí fundarem uma Igreja ou Convento e de, eles e seus descendentes, ali serem sepultados na Igreja, e serem rezadas duas missas diárias, enquanto “o mundo for mundo” pelas suas almas.

Primeiro seriam construídos os Dormitórios do Convento, sendo posteriormente erguida a Igreja (1749), sobre as ordens do Frei António da Anunciação, doutor de Teologia e professor da Rainha D. Vitoria. Não admirando por isso que entre as várias doações e legados que permitiram a construção desta Igreja, se destaque, o real patrocínio desta rainha, cujas armas para sempre ficaram gravadas no templo.

A Igreja seria dedicada à Beata Virgem Maria, mas com invocação à Nossa Senhora do Bom Despacho. Aparece também desde o início a referência da Santa Rita de Cássia, que desde sempre foi venerada por esta Congregação e cujo nome sobrepôs o das invocação.
Nas lutas liberais, entre D. Pedro IV e seu irmão D. Miguel, quando ocorreu o cerco à cidade do Porto (1832-33), este Convento serviu de Hospital de sangue, para o exército absolutista. O próprio D Miguel esteve aqui várias vezes, em visita às suas tropas. No Adro da Igreja foram depositados, em vala comum, inúmeros soldados de mortos durante esta guerra civil.

O volumoso imóvel de Santa Rita, surge flanqueado por duas torres sineiras, bem proporcionadas e discretas, enquadrando um frontispício marcado pela sobriedade de linhas. O pórtico rematado por frontão triangular interrompido, é encimado por um nicho barroco, onde está uma imagem pétrea representando a Padroeira.

Adossada à esquerda do templo surge a antiga estrutura monástica, de planta quadrangular. Temos acesso à outrora conventual Igreja, por uma bem delineada escadaria fronteira.

Importante centro de culto, esta Igreja, ainda hoje, como no passado, é local onde convergem todos os domingos centenas de peregrinos, a prestar culto à Santa Rita e a cumprir as suas promessas.

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